3 exercícios fáceis para evitar trombose em viagens longas
- Dr. Herik Oliveira

- 29 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Dr Herik Oliveira explica como hidratação e movimentos simples reduzem o risco de trombose venosa profunda em trajetos acima de quatro horas

Com o período de férias se aproximando, viagens prolongadas se tornam mais frequentes — e, com elas, aumenta também a necessidade de atenção à trombose venosa profunda. A condição, caracterizada pela formação súbita de um coágulo dentro das veias, ocorre principalmente nos membros inferiores e pode ser favorecida por longas horas de imobilidade.
Segundo o cirurgião vascular Herik Oliveira, especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), trajetos superiores a quatro horas formam um cenário típico de risco. “A imobilização prolongada reduz o retorno venoso, especialmente porque ficamos com as pernas para baixo, o que comprime fisiologicamente as veias na região inguinal”, explica. A menor ingestão de água durante a viagem também aumenta a concentração do sangue, facilitando a formação de trombos.

Hidratação, meias de compressão e movimento constante
Para reduzir esses riscos, Herik recomenda três medidas simples: beber bastante água, usar meias de compressão durante todo o trajeto e realizar exercícios que ativem a musculatura dos pés e panturrilhas. “Esse conjunto ajuda a impulsionar o sangue de volta ao coração e diminui a estase venosa, fator diretamente relacionado à trombose.”
Três exercícios essenciais durante a viagem
O primeiro movimento é o mais básico: caminhar sempre que possível. Levantar, dar alguns passos e movimentar o corpo já ativa a circulação.
O segundo é a elevação dos calcanhares. Em pé, basta subir os calcanhares por alguns segundos e retornar ao solo, repetindo de 10 a 15 vezes. “O exercício estimula fortemente a panturrilha, principal responsável pelo retorno venoso nas pernas”, explica Herik.
O terceiro consiste em movimentos circulares com os pés e os tornozelos, que podem ser feitos sentado. Segundo o especialista, girar os pés em diferentes direções mobiliza articulações e aumenta o fluxo sanguíneo.

Fique atento aos sinais durante e após a viagem
De acordo com o cirurgião vascular, os sintomas variam conforme a extensão e localização do coágulo, mas geralmente incluem dor intensa no membro, inchaço, sensibilidade ao toque, veias superficiais dilatadas, alteração da cor da pele e, em casos mais acentuados, dificuldade para caminhar.
Herik reforça que fatores como idade avançada, gravidez, histórico de trombose, cirurgia recente, câncer, uso de contraceptivos orais, varizes, obesidade, trombofilias e longos períodos de imobilidade aumentam a vulnerabilidade — o que torna as medidas preventivas ainda mais importantes.










Comentários