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Verão europeu: especialista alerta para os cuidados essenciais durante as ondas de calor

  • Foto do escritor: Bruno Tavares
    Bruno Tavares
  • 29 de jun.
  • 3 min de leitura

Hidratação, proteção solar e atenção aos horários são fundamentais nos dias mais quentes.


Foto de uma praia européia no verão, cheia de banhistas

As férias de verão na Europa costumam estar entre os roteiros mais desejados pelos brasileiros. No entanto, as altas temperaturas registradas em diversos países europeus têm transformado o calor extremo em um fator de risco para turistas. Desidratação, insolação, queimaduras solares e até complicações cardiovasculares podem comprometer a viagem quando os cuidados básicos são deixados de lado.


Para entender melhor sobre o assunto, o GPS|Brasília conversou com o cirurgião vascular Herik Oliveira, que explica que o calor intenso exige atenção especial, principalmente porque muitas pessoas subestimam seus efeitos no organismo.


“O risco para a saúde dos turistas inclui desidratação, causada pela perda rápida de água e sais minerais por meio da transpiração excessiva. Isso pode provocar fraqueza muscular, tontura, queda de pressão e até desmaios”, explica.


Outro problema frequente é a insolação, condição em que o corpo perde a capacidade de controlar sua própria temperatura. “A pessoa pode apresentar pele quente e avermelhada, dor de cabeça, confusão mental e, nos casos mais graves, evoluir para uma situação de emergência médica”,alerta.


Além disso, o especialista explica que as temperaturas elevadas aumentam a sobrecarga sobre o coração e os pulmões, podendo agravar doenças cardiovasculares e respiratórias preexistentes. “A exposição prolongada ao sol também favorece queimaduras e amplia os danos provocados pela radiação ultravioleta, especialmente entre 10h e 16h, período em que os índices de radiação atingem seus níveis mais altos”, afirma.


Herik Oliveira também chama a atenção para outro risco comum durante o verão europeu. “O calor aquece as águas de rios e do mar, facilitando a proliferação de algumas bactérias. Isso pode causar intoxicação alimentar e infecções de pele, principalmente em pessoas que têm feridas, rachaduras ou fissuras na pele”, completa.


Como proteger a pele e o organismo


Para reduzir os riscos, Herik Oliveira recomenda adotar uma rotina de prevenção durante toda a viagem. O uso diário de protetor solar com fator de proteção (FPS) 30 ou superior é indispensável. O produto deve ser aplicado cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicado ao longo do dia.


Também é indicado evitar permanecer ao ar livre nos horários de maior incidência da radiação ultravioleta, priorizando locais com sombra sempre que possível.


O especialista ainda orienta sobre o uso de chapéus, bonés, óculos de sol e roupas leves e claras, que ajudam a refletir parte da radiação solar e diminuem o aquecimento corporal.

A hidratação merece atenção constante. Em vez de beber água apenas quando sentir sede, o ideal é manter a ingestão de líquidos ao longo de todo o dia. Água, água de coco, frutas ricas em líquidos e bebidas isotônicas ajudam na reposição de água e sais minerais perdidos pelo suor.


Após a exposição ao sol, tomar banho com água fresca e utilizar hidratantes corporais ou produtos calmantes para a pele também contribuem para aliviar o desconforto e minimizar os efeitos da radiação. “Além da água, bebidas isotônicas e água de coco ajudam a repor sais minerais perdidos durante a transpiração intensa”, orienta o médico.


Erros que muitos turistas cometem


Entre os deslizes mais comuns, Herik destaca ignorar os primeiros sinais de desidratação e insolação.

“Muitas pessoas só bebem água quando já estão com sede, mas o correto é manter uma hidratação contínua. Esperar o organismo dar sinais pode favorecer queda de pressão, arritmias e outros problemas decorrentes da desidratação”, afirma.

Outro erro frequente é esquecer a reaplicação do protetor solar, aumentando significativamente o risco de queimaduras e insolação.


O médico também orienta atenção à alimentação durante os passeios. Consumir alimentos vendidos em locais sem refrigeração adequada pode provocar intoxicações alimentares, com diarreia e vômitos, agravando ainda mais a perda de líquidos.


Além disso, permanecer por muitas horas com roupas de banho molhadas favorece a proliferação de fungos e bactérias, aumentando o risco de infecções urinárias e de pele. “Sempre que possível, troque a roupa molhada por peças secas para reduzir o risco de infecções”, recomenda.


O verão europeu é diferente do brasileiro?


Apesar de os brasileiros estarem acostumados ao calor, o verão europeu apresenta características diferentes. Segundo Herik Oliveira, na Europa os dias são mais longos e o clima costuma ser mais seco, fazendo com que o suor evapore rapidamente e favorecendo a desidratação. Além disso, muitas construções não foram projetadas para enfrentar temperaturas elevadas, o que aumenta o estresse térmico no organismo.


“Mesmo quem está acostumado ao calor brasileiro não deve subestimar as ondas de calor europeias. Manter uma boa hidratação, usar protetor solar e evitar os horários de maior incidência do sol são medidas fundamentais para aproveitar a viagem com segurança”, conclui o especialista.

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